Escrevi esse capítulo ouvindo a música Holding On And Letting Go, do Ross Copperman (para ficar mais fácil de achá-la, ela faz parte da soundtrack da série The Vampire Diaries). Como eu escrevi escutando, achei que vocês iriam gostar de ler a escutando.
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Acordei no mesmo estado catastrófico do pesadelo anterior.
Virei para o lado e eram 2:46. Se eu estava cansada? Sim. Queria dormir. Mas ainda estava amedrontada. Quem iria ser assassinado pela sombra dessa vez?
Saí da cama e desci as escadas. Na cozinha, peguei um copo de água para me acalmar e assentei na cadeira. Meu coração estava muito acelerado.
Fiquei um tempo assentada ali, olhando pela janela a rua vazia. Decidi voltar ao meu quarto. Subi as escadas e voltei para a cama.
Teria que enfrentar esse pesadelo. Eu era corajosa, não? Talvez. Mas isso era ridículo: eu estar com medo de um sonho. Affs. Encostei a cabeça no travesseiro e fechei os olhos. Adormeci.
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Um garoto alto, de cabelos pretos estava de costas. De frente para uma lápide. Estava á noite e escuro. Ele se virou de frente. Era C. Ele se pôs novamente de costas e começou a correr.
Viu-se não uma, mas várias sombras atrás dele. Ele corria rápido. Depois de um tempo correndo, ele se cansou e ajoelhou-se no chão. As várias sombras o cercaram. Ele não tinha saída. Foi então, ao invés dele ser "consumido" pelas sombras, quando ela chegaram perto, ele explodiu em chamas. As sombras se afastaram e não havia mais ninguém ali. C estava morto e morto pelas inexplicáveis chamas.
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Acordei eufórica e gritando apavoradamente. Escorriam lágrimas pelas minhas bochechas. C... estava morto? Não, não poderia ser. Aquilo era apenas um sonho.
Estava tão desesperada e gritava tão alto, que meus pais entraram no meu quarto para ver o que estava acontecendo.
–Filha, está tudo bem? -disse meu pai.
–O C, o C...
–Quem? -perguntou minha mãe.
–Ele morreu...
–Isso foi apenas um sonho -meu pai.
–Ah, querida. Quem é C?
–É um novato. No m-m-meu so-sonho, ele m-morreu.
Ela sentou ao meu lado e me abraçou.
–Querida, foi apenas um sonho. Eu te garanto que ele está bem.
–Avril, você tem que voltar a dormir.
–Eu sei.
Com o abraço da minha mãe, parei de chorar e me acalmei um pouco.
–Podemos ir agora? -meu pai.
–Sim.
Ele saíram do meu quarto. Eu virei para o lado e eram 3:57.
Precisava adormecer, mas naquele momento estava definitivamente sem coragem. C estava morto no meu pesadelo. Não queria que isso se repetisse.
Desci as escadas e liguei a TV. Fiquei assistindo algum filme que não sabia o nome e não dormi. Sabia que precisava mas não queria.
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