It's Impossible
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Capítulo 10-Melhorando
Abri os olhos. Ainda estava na enfermaria. A enfermeira estava em frente à porta novamente mas C não estava no quarto. Passei os olhos ao redor para confirmar se ele não estava mesmo ali, mas não, ele não estava
–Querida, está procurando o seu namorado?
Namorado? Aquela mulher achava que C era meu namorado.
–Anh, ele não é meu... namorado -disse, desconfortada.
–Sinto muito. Corrigindo meu erro: está procurando aquele garoto que estava aqui?
–Sim.
–Ele saiu à pouco tempo. Disse que já voltava. Como está se sentindo?
–Digamos que melhor. Mas não completamente bem.
–Que bom que está melhorando. As tonturas passaram?
–Sim.
–Ótimo.
–Quando vou poder sair daqui?
–Acho que daqui à pouco. Mas o garoto pediu para eu esperar ele voltar antes de te liberar.
C estava preocupado comigo. Isso estava na cara.
–Você pode ao menos tirar essa agulha do meu pulso?
–Posso.
Eu me assentei e a enfermeira tirou a agulha. Sentia-me ainda um pouco fraca mas a bambeza e a tontura havia passado.
Olhei para o relógio e eram 12:50. Meus pais deviam estar preocupados pois havia se passado meia hora desde que a aula acabou.
–Você ligou para os meus pais?
–Sim. Já avisei à eles e que você iria ficar bem.
–Ok. Por favor, a senhora pode pegar um copo de água para mim?
–Claro! -disse ela, saindo do quarto e me deixando sozinha.
Fiquei encarando a parede enquanto esperava a enfermeira voltar com o copo de água. Pode ser que ela tenha demorado apenas alguns minutos mas para mim pareceram séculos. Até que enfim ela chegou com o copo. Eu o peguei e levei aos meus lábios. Depois, acabei bebendo toda a água que nele continha. Devolvi o copo para ela e a mulher saiu de novo.
Estava ficando entediada novamente enquanto encarava a parede, quando C entrou no quarto.
–Eu quero ir embora -eu disse.
–Calma aê! Como se sente?
–Fraca, mas não estou mais bamba nem tonta e nem com dor de cabeça.
–Que bom que você está melhorando -falou ele, encostando-se no batente da porta.
–Por quê está tão preocupado comigo?
–Porque eu quero estar.
–Você é muito misterioso.
–Sei disso.
–Então... Vamos embora?
–Vamos. Consegue andar? -ele se aproximou da maca.
–Não sei -coloquei os pés no chão e quase caí mas ele me segurou -Bem, eu não consigo.
–Vou te carregar, então.
Não protestei pois realmente ainda estava fraca e não conseguiria andar até minha casa. Ele me pegou e começou a andar comigo nos braços. Saímos da enfermaria e da escola.
–Aonde estava à pouco tempo atrás?
–Não é da sua conta.
–Sabe, você muda muito rapidamente de humor. Enquanto eu estava lá na enfermaria, você foi gentil e educado mas agora vai voltar a me tratar mal novamente?
Ele não respondeu. Ficou encarando o chão o caminho todo.
–Você sabe aonde fica minha casa?
–Sei.
Como ele sabia aonde eu morava?!
–Como você sabe o meu endereço?
–Sabendo.
–Háhá. Estou morrendo de rir.
–Se fosse da sua conta eu falava...
– Mas como não é -completei a frase, já que ele já havia dito isso para mim.
Encarei o céu e ele, a calçada por um bom tempo, até que chegamos em frente à minha casa. Ele tocou a campainha e meu pai atendeu à porta.
–Oi, pai -eu disse.
–Oi, filha... Como você está?
–Fraca.
Até essa altura, parecia que ele não tinha percebido que eu estava nos braços de um garoto.
–Quem é esse garoto? -ele perguntou, desconfiado.
–É um garoto novato. Como deu para ver, ele me trouxe até aqui.
–Não dava para você vir andando sozinha, não?
–Ela está muito fraca. Tentou ficar de pé lá mas quase caiu no chão. Eu a segurei antes que isso acontecesse -C resolveu falar.
–Agora me dê ela aqui -meu pai estendeu os braços, pronto para me pegar.
–Ahh... pai. Deixa disso. O C consegue me levar até lá em cima.
–C? Esse é o nome dele?
– Até que eu saiba, sim, esse é o nome dele.
–Não filha, eu vou te levar. Agora, me dá ela aqui.
–Tudo bem -ele disse, mal humorado, me passando dos seus braços, para os do meu pai.
–Tchau, C. Obrigada por tudo -agradeci.
–Tchau, princesinha.
–Novato -e ele virou de costas, indo embora e meu pai fechando a porta.
–Poxa, pai. O que você tem contra ele? Ele me ajudou, sabia?
–É, mas eu não gosto que ninguém carregue minha filha, só eu -falou, enquanto subíamos as escadas.
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Eram 17:30 quando eu ouvi um barulho vindo da minha janela. Olhei para ela e vi que alguém estava jogando pedrinhas nela. Eu já estava conseguindo andar da cama para a janela e vice-versa. Levantei-me e fui ver quem estava fazendo aquilo.
Surpreendi-me com o que vi: C estava lá embaixo. O que ele fazia na minha casa? Abri a janela.
–O que faz aqui? -perguntei.
–Queria saber como você está.
–Por quê quer saber?
–Porque quero.
–Não é da sua conta -respondi.
–Ah, vejo que aprendeu comigo.
–Sim. Agora você quer me dizer o que faz ao lado da minha casa? Meus pais podem nos escutar! E meu pai já não gosta muito de você...
–Isso. Eu vim ver como você está.
– Agora que você sabe que estou bem, é melhor ir embora.
–Já vou. Tchau -ele disse, virando as costas e indo embora.
Ainda não conseguia acreditar que ele havia vindo ver como eu estava... Minha vida estava louca e estranha.
Capítulo 9-Fraca
Avril estava caindo em queda livre no céu. Estava á quilômetros de distância do chão. Ela estava quase inconsciente. Achava que iria morrer.
O chão foi ficando cada vez mais e mais perto. Ela fechou os olhos. Não gritava. Ela sabia que não iria adiantar. Foi caindo, caindo... E quando já conseguia-se ver os prédios, ela parou de cair.
Abriu os olhos e estava... voando. Ou melhor, estava sendo carregada. Olhou para o rosto da pessoa mas antes que pudesse analisar suas feições, algo em suas costas lhe chamou atenção. Asas. Asas pretas, grandes batiam. Quem carregava-a era um anjo. Melhor dizendo, um anjo caído. Ela foi direcionar-se novamente para o rosto da pessoa, mas tudo ficou escuro.
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Abri os olhos. Um anjo caído estava me segurando? Como assim? Olhei ao redor. Estava no meu quarto. Foi apenas um sonho. Um sonho muito estranho. Olhei no relógio e eram 5:50.
Levantei e fui para o banho. Depois, troquei de roupa e desci. Não estava com fome, então nem peguei a maçã que eu comia como café da manhã. Saí de casa e fui para a escola.
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Quando cheguei na sala, C já estava assentado lá. Dirigi-me para lá e assentei-me em sua frente. Virei-me para trás:
–Eu sonhei com um anjo caído.
Ele pareceu paralisar.
–V-v-você o que?
–Sonhei com um anjo caído.
–Isso não pode estar acontecendo –murmurou ele, consigo mesmo.
–O que não pode estar acontecendo?
–Não é da sua conta –e o velho C voltou.
–Claro que é! O sonho foi meu!
–Mas não se trata apenas de um sonho.
–Como assim?
–Princesinha, não lhe devo explicações. Então, agora me explique como foi seu sonho.
–E nem eu lhe devo explicações, novato.
–Eu já disse para não me chamar de novato! –ele gritou, explodindo e se levantando.
Todos olharam para nós e eu me levantei também. Estranho, estava um pouco bamba e tonta. E a tontura foi aumentando...
–Garota mimada... –ele disse- Você está pálida.
Eu? Pálida? O que estava acontecendo? O mundo começou a girar e a girar e rodopiar. E de repente, tudo ficou escuro. Um preto sem fim. Escuridão.
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Acordei com a voz de alguém. Só escutei a pessoa dizendo:
–E ela vai ficar bem? –uma voz masculina.
–Sim –a voz feminina respondeu.
Ainda estava de olhos fechados. Quando os abri, me encontrei em um lugar totalmente estranho. Minha visão custou a voltar ao normal.
Estava deitada com as mãos cruzadas sobre a barriga. Estava com dor de cabeça. Corri os olhos pelo ambiente aonde estava: ela uma sala com as paredes totalmente brancas, com os móveis brancos e uma mulher que aparentava ter 37 anos estava em frente à porta. Era um quarto pequeno. Quando olhei para frente, me assustei. C estava parado em frente aonde eu estava deitada. Ele viu que eu acordei e deu um leve sorriso. Estava deitada em uma maca. Tirei minha mão direita de cima da barriga e vi que ela estava com uma agulha ligada á soro.
–O q-que aconteceu? –disse. Minha voz saiu fraca e eu falei com dificuldade.
–Você desmaiou e eu te segurei antes que caísse no chão.
–Aonde estou?
–Na enfermaria. Eu te carreguei até aqui.
–Por quê me sinto tão fraca?
–Parece que você não comeu nada no café da manhã, não é? –falou a enfermeira.
–S-sim.
–Ahh... Avril, você não pode fazer isso.
–Eu sei. Quantas aulas eu perdi?
–Todas. Está no último horário, no final.
–E você ficou aqui esse tempo todo?
–Sim.
–Do meu lado...
–É, do seu lado.
–Pensei que você me odiasse.
–Pensou errado.
O mundo começou a girar de novo, mas só um pouco dessa vez.
–Enfermeira, ainda estou um pouco tonta.
–Isso é normal, querida. Você acabou de acordar. Vai passar se você se alimentar direito.
–T-tá.
–Não fale muito. Você ainda está muito fraca –falou C.
Coloquei novamente a mão sobre a barriga. Não estava me sentindo bem. Não sei se estava raciocinando ou ouvindo direito, mas C não me odiava?
–E você não me odeia?
–Não. Enfermeira, você pode nos dar licença por um instante, por favor?
–Claro. Se tiver algum problema, me chame –falou, saindo e fechando a porta.
–Eu não tenho motivos para te odiar mas você tem motivos para me odiar. Você me odeia? –ele perguntou.
–Não.
Ele sorriu e dessa vez, não tentou esconder. Sorri também.
–Por quanto tempo ficarei aqui? –disse.
–Você vai sair hoje acho que na hora do almoço, se estiver melhor.
–Por favor, não me deixe sozinha aqui –agarrei seu punho.
–Não deixarei. Você precisa descansar, durma. Eu ficarei aqui. Prometo.
Fechei os olhos e adormeci.
Capítulo 8-Ele
Eram 5:47. Levantei do sofá e subi para meu quarto. Tomei banho e me arrumei. Peguei minha mochila e desci. Peguei uma maçã e logo depois, saí para ir para a escola.
Na rua, eu estava correndo. E quando eu digo correndo, era literalmente. As poucas pessoas que tinham na rua deviam estar achando eu era louca, mas não me importava, tudo que queria era ver C.
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Quando cheguei na sala não tinha ninguém obviamente. Eu havia chegado muito cedo. Eram 6:25 e minha aula só começava ás 7:00.
Sentei-me na penúltima carteira e peguei o colar que C havia me dado. Fiquei o observando. Eu adorava aquele colar, só não havia entendido porque ele havia me presenteado com aquilo.
Depois de um tempo, alguns alunos começaram a chegar e após minutos, a sala estava cheia. Faltavam 5 minutos para a aula começar e eu já havia perdido a esperança de C aparecer, mas foi quando eu o vi entrando pela porta. Fixei meus olhos nele e ele olhou para mim. Pensei ver por um instante um sorriso em seus lábios mas com a mesma rapidez que ele se formou, se desfez.
Meu coração parecia mais leve. C estava bem. C estava bem e estava na mesma sala que eu. Se quisesse, poderia tocá-lo. Ele não havia explodido em chamas. Aquilo foi apenas um pesadelo.
O novato se encaminhou em direção à mim e se sentou em seu lugar habitual: na última carteira, e nesse caso, atrás de mim. Virei-me para trás:
–Que bom que você está bem... –suspirei.
–Do que você está falando?
–Do meu sonho.
–Como assim seu sonho?
–Não dá para te explicar.
–Claro que dá.
Ele se levantou e eu também. E acabei fazendo uma coisa que jamais pensaria que iria fazer: o abracei. Ele não tentou acabar com o abraço, pelo contrário, pareceu que gostou. Deixei escapar algumas lágrimas. Ele estava bem, eu ficava repetindo isso para mim mesma. Ele estava bem e era isso que importava.
–Você está bem... –sussurrei.
–Sim. Estou bem aqui. O que você tem?
–Meu sonho.
–Que sonho?
Eu afastei a cabeça de seu peito e olhei em seus olhos:
–Se desse para explicar para você...
O sinal tocou. Afastei meu corpo do dele e assentei. Enxuguei as lágrimas. C estava bem e meu sonho não importava. A aula começou.
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Quando a aula acabou, ele juntou seus materiais se levantou e ao invés de estar com a expressão de desprezo estampada todos os dias em seu rosto, estava normal. Talvez uma expressão tranquila.
C parou em frente á minha carteira. Eu me levantei, pronta para ir embora.
–Vamos dar uma volta. Preciso falar com você.
Assenti, achando estranho. Saímos da sala e da escola.
–Para onde estamos indo? –perguntei.
–Que tal à mesma praça em que nos encontramos de madrugada?
Estava ficando maluca ou ele estava sendo educado comigo?
–Tudo bem.
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Assentamos num banco e ele começou a falar:
–Conte-me tudo sobre esse sonho.
–Não dá para explicar.
–Esforce-se!
–Você estava em um cemitério e... estava á noite. Começou a correr e várias sombras começaram a seguir você. Quando ficou cercado por elas, ao invés de ser “consumido”, você explodiu em chamas.
Ele fez uma cara pensativa.
–Isso não é nada bom... –disse ele, raciocinando consigo mesmo.
–Como assim?
–Ah, não é nada. Foi apenas um sonho, está bem? Agora eu tenho que ir, princesinha.
Ele se levantou, deu um risinho e foi andando. Me levantei também e fui caminhando para casa.
O que “nada bom” significava? E ele estava sendo... educado comigo... e depois voltou a me chamar de princesinha? Minha vida estava COMPLETAMENTE estranha.
Capítulo 7-Sonho Parte II
Escrevi esse capítulo ouvindo a música Holding On And Letting Go, do Ross Copperman (para ficar mais fácil de achá-la, ela faz parte da soundtrack da série The Vampire Diaries). Como eu escrevi escutando, achei que vocês iriam gostar de ler a escutando.
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Acordei no mesmo estado catastrófico do pesadelo anterior.
Virei para o lado e eram 2:46. Se eu estava cansada? Sim. Queria dormir. Mas ainda estava amedrontada. Quem iria ser assassinado pela sombra dessa vez?
Saí da cama e desci as escadas. Na cozinha, peguei um copo de água para me acalmar e assentei na cadeira. Meu coração estava muito acelerado.
Fiquei um tempo assentada ali, olhando pela janela a rua vazia. Decidi voltar ao meu quarto. Subi as escadas e voltei para a cama.
Teria que enfrentar esse pesadelo. Eu era corajosa, não? Talvez. Mas isso era ridículo: eu estar com medo de um sonho. Affs. Encostei a cabeça no travesseiro e fechei os olhos. Adormeci.
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Um garoto alto, de cabelos pretos estava de costas. De frente para uma lápide. Estava á noite e escuro. Ele se virou de frente. Era C. Ele se pôs novamente de costas e começou a correr.
Viu-se não uma, mas várias sombras atrás dele. Ele corria rápido. Depois de um tempo correndo, ele se cansou e ajoelhou-se no chão. As várias sombras o cercaram. Ele não tinha saída. Foi então, ao invés dele ser "consumido" pelas sombras, quando ela chegaram perto, ele explodiu em chamas. As sombras se afastaram e não havia mais ninguém ali. C estava morto e morto pelas inexplicáveis chamas.
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Acordei eufórica e gritando apavoradamente. Escorriam lágrimas pelas minhas bochechas. C... estava morto? Não, não poderia ser. Aquilo era apenas um sonho.
Estava tão desesperada e gritava tão alto, que meus pais entraram no meu quarto para ver o que estava acontecendo.
–Filha, está tudo bem? -disse meu pai.
–O C, o C...
–Quem? -perguntou minha mãe.
–Ele morreu...
–Isso foi apenas um sonho -meu pai.
–Ah, querida. Quem é C?
–É um novato. No m-m-meu so-sonho, ele m-morreu.
Ela sentou ao meu lado e me abraçou.
–Querida, foi apenas um sonho. Eu te garanto que ele está bem.
–Avril, você tem que voltar a dormir.
–Eu sei.
Com o abraço da minha mãe, parei de chorar e me acalmei um pouco.
–Podemos ir agora? -meu pai.
–Sim.
Ele saíram do meu quarto. Eu virei para o lado e eram 3:57.
Precisava adormecer, mas naquele momento estava definitivamente sem coragem. C estava morto no meu pesadelo. Não queria que isso se repetisse.
Desci as escadas e liguei a TV. Fiquei assistindo algum filme que não sabia o nome e não dormi. Sabia que precisava mas não queria.
Capítulo 6-Sonho Parte I
Acordei. Estava com um pouco de sono, queria continuar dormindo mas teria que ir para a aula.
Levantei e fui para o banho. Lavei a cabeça. Quando terminei, coloquei meu roupão e fiz escova. Depois coloquei a roupa. Usava ainda o mesmo casaco de madrugada pois ainda estava um pouco frio mas não tanto quanto estava.
http://www.polyvore.com/fanfic_its_impossible/set?id=92572614
Já pronta, peguei a mochila e desci as escadas.
Eu estava acostumada a tomar café da manhã sozinha, mas quando cheguei na cozinha, vi minha mãe assentada na mesa.
–Bom dia, mãe -eu disse.
–Bom dia, querida.
–Por quê está acordada tão cedo?
–Só levantei mesmo.
Me encaminhei a geladeira e peguei uma maçã. Esse era meu café da manhã todos os dias.
–Não vai comer mais nada não, filha?
–Não. Eu só como isso geralmente.
–Isso não sustenta. Você pode acabar desmaiando.
–Mãe, esse tempo todo eu faço isso e nunca passei mal. Agora tenho que ir, senão vou me atrasar -falei, dando-lhe um beijo na testa e saindo.
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Quando cheguei na sala, fui para o fundo e me sentei. C ainda não havia chegado.
Me abaixei para tirar o material da mochila e um colar caiu do bolso do meu casaco, no chão.
Peguei a joia e a fiquei observando. Não era minha. Observei várias e várias vezes e não a reconheci. Aquele colar não era meu.
Ele era bonito. Tinha o cordão prata e o pingente pratas. O pingente era uma âncora. Não era bonito, era lindo.
Sendo sincera, queria ficar com ele para mim mas não podia. Aquilo não era meu e certamente tinha um dono. Resolvi guardar para depois entregar ao professor.
Depois de uns 10 minutos, o novato chegou e assentou-se atrás de mim.
–Pensei que não gostasse da minha companhia -disse, em tom provocador.
–Não gosto mesmo.
–Então, por quê assentou-se logo atrás de mim?
–Porque quero ficar no fundo e você está na penúltima carteira. Não vou te dar explicações, princesinha.
–Odeio que me chamem de princesinha, novato.
–E eu odeio que me chamem de novato, princesinha.
–Estamos quites agora.
–Nunca estaremos quites -ele respondeu.
–E por quê não?
–Você não sabe como é cair durante 9 dias.
–Do que você está falando? -me virei para trás.
A expressão dele era raivosa mas percebi que durante um segundo ele deixou a face mostrar como se tivesse deixado escapar algo.
–Ah, nada. Não é nada. E também não é da sua conta.
Fiquei nervosa e virei para a frente novamente. Pûs a mão no bolso e peguei o colar.
–Ora, vejo que já descobriu o colar.
Eu me virei novamente para ele.
–Foi você que colocou isto no meu bolso? Por quê?
–Achei que combinava com você.
–Você está me presenteando? O mundo está acabando! Só pode ser!
–Por um acaso você está vendo as paredes caírem? Eu não estou. Então o mundo não está acabando. Foi apenas um colar. Se não quiser, me devolva.
–Quero dizer, achei lindo. Só não entendo porque você me deu isso.
–Me deu vontade. Agora, vai me deixar eu colocar ele em você?
–Hmmm... Sim. Vou, mas isso tudo é estranho.
Como se minha vida não estivesse estranha o bastante...
Me virei e dei-lhe o colar. O toque dele no meu pescoço "queimou" minha pele. C colocou a joia e eu virei novamente para ele.
–Obrigada -eu disse, virando para a frente e a aula começou.
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Uma garota loira e alta, estava de costas mas de frente para uma lápide no cemitério.
Viu-se uma sombra chegando mais perto por trás dela. Foi chegando mais e mais perto lentamente e quando ela percebeu que a sombra estava atrás dela, era tarde demais. Ela deu um grito.
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Abri os olhos com o sangue pulsando violentamente em minhas veias. Estava suando. Minha respiração estava pesada. Estava assustada.
Que tipo de sonho foi aquele que eu tive? Aquilo não era um sonho, era um pesadelo.
Vi o relógio e era 1:23 da madrugada. Precisava voltar a dormir mas estava sem coragem. Estava com medo de encontrar com a sombra. Mas era apenas um sonho. Um mero sonho. O que uma sombra imaginário poderia fazer comigo? Nada, ela não poderia fazer nada. Isso era um medo bobo, idiota. Fechei novamente os olhos e adormeci.
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Um menino, uma criança estava chorando e correndo pelo cemitério. Estava escuro e à noite. O menino parou e encostou em uma árvore. Ele estava apavorado.Aquela criança estava tentando se acalmar.
Uma sombra foi se aproximando e quando ele virou para trás, era já tarde demais. Ele gritou.
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OBS: Na foto do colar tem dois colares. Obviamente, é o colar de âncora o que o C deu para a Avril.
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